quarta-feira, 23 de junho de 2010

Entre a morte e a vida.

Na maior parte do tempo nós lidamos com a vida, e com tudo que nela está incluso. Seja um desgosto por algo não completado, seja o sorriso por um presente ganho, seja a preocupação por alguém que você ama não ter chegado em casa ou até mesmo aquela última tequila que te faz dizer: Agora eu não to legal!
E poucas vezes pensamos na morte. Quando uma matéria de jornal mostra alguém jovem morrendo, quando um parente de um amigo morre ou mesmo quando alguém próximo morre. Paramos então de pensar na vida e pensamos na morte e em todas as conseqüências que a mesma traz. Mas mesmo quando achamos não pensar na vida, nós pensamos. Pensar na morte é pensar que a vida é efêmera, frágil e que a qualquer momento pode escapar de nossas mãos ou mesmo de nossos corpos...
Mas o maior problema na minha visão não é pensar a vida, ou mesmo a morte ou ainda, a vida quando há morte. A pior coisa de se pensar, e o momento mais confuso e difícil é o entre a vida a morte.
Quando encontramos alguém que amamos, ou mesmo que é amado por aqueles que amamos, entre a vida e a morte, acredito ser esse o pior e mais difícil momento. Muitos dizem que a morte liberta, e que morrer é muito melhor do que estar vivo. Mas morrer é não mais estar entre nós, não mais compartilharmos tudo o que aquela pessoa tem para compartilhar, é perder carinho, amor, tempo, ajuda, sorrisos. É chorar, ficar triste e não saber o porque de o mundo ser assim tão cruel, é se desesperar, é pensar na vida e desejar que a morte seja mesmo um lugar melhor. Mas e quando a pessoa não morreu ainda? quando ela está literalmente entre a vida e a morte? E principalmente quando é alguém como citado a cima? O que dizer para um amigo? Ele vai ficar bem? Ela vai sair dessa? E onde fica o medo? De perder alguém que nos é de suma importância, que nos ajudou a sermos hoje o que somos, que quando o mundo virou as costas estava ali dando a cara pra bater por nossa causa. Dizemos sempre que ele vai escapar, vai ficar bem... Mas não temos essa certeza, e se não temos afirmar isso é muito ruim.
Eu não sei como agir se esse momento chegar. Acredito que um ser humano é fortalecido pelas perdas mas eu não quero que elas aconteçam com os meus amigos que amo tanto. Eu penso que eles não precisam sofrer o tanto que sofri ou mesmo sofrer nada. E se eu puder irei sofrer no lugar deles toda a dor que puder isentá-los. Heróico isso mas não o suficiente pois, quando alguém querido se for eu jamais, jamais poderei sentir um terço de suas dores e nem mesmo aliviá-los.Mas antes que isso aconteça, eu posso fazer algo e foi o que eu fiz. Eu acredito em energias, e acredito que elas podem mudar o curso de qualquer acontecimento, mesmo se esse acontecimento for a morte. Durante o dia de hoje eu fiz algo meio arriscado que pensei nunca fazer. Durante todo um dia eu fiquei doando energias pela causa que considerei necessária. Um ser humano é formado de energia e todos nós possuímos uma quantidade que usamos diariamente, eu possuo um pouco mais do que o normal das pessoas pois aprendi a controlar a minha energia, não a gastando desnecessariamente.Por isso pude aguentar um pouco mais mas mesmo assim, eu precisei usar minha energia vital. A diferença da energia diária para energia vital é que quando se usa a diária, sempre que se dorme, descansa ou mesmo se está muito feliz essa energia é recuperada, e a energia vital nunca pode ser recuperada. Eu sei o que eu fiz, e faria novamente. Não quero ver lágrimas no rosto das pessoas que amo, e se eu precisar viver menos, ou mesmo morrer pra isso eu o farei. Se ele melhorar, mesmo que não seja por minha causa ou sendo não importa. O que importa é ver aqueles 4 sorrisos mais uma vez.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A morte do inútil.

Nos últimos tempos tenho parado e refletido muito sobre algumas coisas. Até porque não conseguir dormir abre espaço para pensamentos.
Constatei que sou uma pessoa feliz, não feliz o tanto como eu queria mas sim em certo modo eu sou feliz sim.
Possuo amigos verdadeiros que estão ao meu lado sem que eu tenha que pedir, a reciprocidade é grande o que aumenta a responsabilidade deles para comigo e minha para com eles.
Ultimamente conheci uma mulher totalmente diferente das demais, e temos conversado bastante isso me alegra, ver que pessoas como ela existem.
Não tenho projetos por enquanto mas sinto que eles logo logo brotarão e estarei pronto para eles.
Tenho atuado politicamente e gostado disso acho que precisamos de mudanças na sociedade, se não todas as que almejamos pelo menos algumas. Estou fazendo meu papel e posso dormir todas as noites tranqüilo.
Agora sobre as constatações.
Percebi que eu preciso me esforçar e muito para acompanhar esse meu novo "eu" despertado a pouco tempo. Esse "eu" que é ligado demais as pessoas, mais emotivo, que sente mais e é muito, muito mais intenso, mais vivo, muito diferente do eu apático que apenas sobrevivia.
Mas viver tão intensamente traz sempre algo de bom e claro perguntas.
Algumas dessas nunca terão respostas como quando estarei com a mulher que amo e que me ama também. Ou como quando me realizarei profissionalmente ou mesmo se estou na profissão correta. A vida é feita das escolhas que fazemos e ultimamente, eu tenho feito apenas as escolhas baseadas no meu coração pois penso, que mesmo que estas estejam erradas são as que tomei sendo eu mesmo e ultimamente isso tem sido o mais importante pra mim: Ser eu mesmo.
Não quero ser ninguém diferente disso e pela primeira vez vou dizer quem eu sou:
Amoroso(ao extremo) carente, forte, decidido, preguiçoso, amigo(ao extremo) babaca, sedutor(nasci com o Dom) carinhoso(ultrapassa o extremo), energético, líder por natureza, sincero, escroto as vezes, complexo(ultrapassa o ato de ultrapassar o extremo), bobo(isso é o maior fato que há), engraçado apaixonado pelas paixões, diferente, meio egoísta, muito ligado as coisas físicas(entenda sexo e prazer) , quando de mal humor uma péssima companhia e tenho um lado negro que foi posto de lado e espero que nunca mais volte. Sou muito complicado de entender porém muito fácil de se lidar.
Decidi que o caminho que tomarei na vida é fazer as pessoas felizes, fazer com que elas evoluam com minha ajuda, com o que eu puder ser útil. Ser feliz me consome muito o que eu quero não é felicidade e acho que ainda não tem nome mas se nomear eu pudesse chamaria de: Mortefindade.
Seria a idéia de morrer, ir a outro estágio só que após ter cumprido tudo o que se queria aqui, por isso a junção de morte com findade.
Um dia eu vou alcançar esse estágio sinto que quando morrer não terei arrependimentos e nem o porque voltar pra esse mundo. E talvez possa encontrar todos os personagens criados por humanos como o Goku, Honda, Ruffy, Alan Shore, Harry Potter Lucas Scott dentre outros, sentados sendo reais. Só citei esses personagens por eles serem mais ou menos o que eu sou hoje, cada um deles me ajudou de certo modo e em certa hora e a eles sou muito grato, eu sou todos eles e muitos mais juntos.
Constatei portanto que sou feliz por ter meus amigos, vou buscar uma mulher pra mim pra ser mais uma de minhas amigas e ainda mais ser a minha mulher, um filho, uma família, alunos, mestres, irmãos.
Acho que é isso quer ser feliz? eu tenho a receita!